Pais e Filhos


Cá entre nós

Por Tatyane Malta

Converso com muitos amigos e vejo em casa também que é muito difícil o relacionamento entre pais e filhos.

Afinal, que menina se sente segura para contar à mãe sobre o primeiro beijo ou daquelas descobertas com o namorado?

E os pais então? Que vivem sonhando com um filho estudioso não iam entender que o filho experimentou drogas por curiosidade com os amigos.

Todos os jovens passam por experiências diferentes a cada dia e a função dos pais é orientá-los. Mas para isso é preciso dialogar, não deve existir assunto proibido em casa, tudo deve ser conversado abertamente. Até porque, se o jovem não encontrar em casa pessoas para poder discutir, tirar dúvidas, ele vai acabar procurando quem o ajude na rua.

É assim que nós, jovens ganhamos a confiança para contar qualquer coisa para os pais, por pior que elas sejam. E não tem amigo melhor que nossos pais, com certeza eles nunca irão falar algo que seja para o nosso mal.

Entendo que a diferença da geração PESA, e como pesa, mas a conversa ainda é o melhor jeito para manter a família unida e muito amiga.

Pais sejam flexíveis com seus filhos, e nós filhos vamos ficar mais atentos e escutar quem já teve nossa idade.

O retorno da cintura alta


Por Daniele Cabral

Antigamente as mulheres só eram permitidas a usarem saias com comprimento no máximo 8 cm acima do joelho. Conforme foi passando o tempo isso incomodou vários estilistas. E foi tanto sucesso a cintura alta nas décadas de 30, 40 e 50 que nos anos 70 e 80 as calças de cintura alta fizeram sucesso pois fazia parte do guarda-roupa da maior parte das mulheres, era o maior destaque na época. Com o passar dos anos, a moda foi se acabando até desaparecerem. Mas, nos últimos anos, os estilistas decidiram resgatar a moda que foi do passado para o presente, e logo elas voltaram a fazer parte das vitrines.

A moda das calças de cintura alta que começou nas lojas chegou não só para as mulheres e sim para os homens e foi a maior tendência de 2011 e segundo os estilistas continuará em 2012. As calças ajudam a disfarçar bastantes aquelas gordurinhas localizadas que toda mulher odeia, deixando-as com um visual elegante, além de alongar o corpo.
Mas será que a moda vai pegar com todas as mulheres? Pois, nem todas seguiram a moda, por acharem que achata o corpo e acentua os defeitinhos. Na verdade, certas tendências não favorecem, infelizmente, toda e qualquer mulher. “Mulheres com quadril largo e com barriga devem evitá-las, pois acaba chamando muita atenção à essa região”, segundo o consultor de moda Stefano Colleta.

Como sabemos além das calças de cintura alta, também tivemos as mini-saias e shorts que marcam bem cintura e ficam bastante elegante. Aos poucos já começam a aparecer nos looks das atrizes e modelos e, com isso, muitas mulheres que não se sentiam bem com as calças vão começar a usá-las, afinal, a mídia ajuda muito e por isso essas calças vão virar tendência.

A cintura alta está vindo devagar, pois nós mulheres temos uma forte resistência, até porque depende muito do corpo da mulher. Além disso, a gente já está muito acostumada com a cintura baixa e por esses e outros motivos temos dificuldade em nos adaptar com certas modas.

Glee: Temporada afinada ou desafinada?


Por Leonardo Cerqueira

Glee é uma série de televisão de sucesso mundial que mistura todo um contexto de comédia-drama com um teor musical. Inicialmente a idéia era algo revolucionário, mesmo que filmes da Disney já haviam explorado tal gênero.


A série trazia consigo uma temática que contrapunha temas antigos e atuais, utilizando de atuações e interpretações de musicas consideradas velhas, ou generalizadas, como é o caso dos temas da Broadway. mashups, novas roupagens, vocais diferentes, tudo era algo fantástico para quem acompanhou a primeira temporada. A história trazia para o expectador a sensação de que não existem pessoas 100% corretas a todo momento. Existem seres humanos, que se condicionam a não errar, porém o ego às vezes fala mais alto, fazendo com que errem. A busca dos “loosers” (perdedores), como são chamados os cantores do “New Directions” (Coral Glee), para se tornarem reconhecidos e glorificados pelo colégio é algo que se torna divertido e muita das vezes bem consolidado com a história dramática de cada personagem da série. Assim, a série também conquistou o mercado digital e fonográfico. Canções eram colocadas para venda no ITunes e se tornavam as mais vendidas rapidamente. A série se tornava um sucesso comercial com mais de treze milhões de vendas digitais individuais e cinco milhões de álbuns vendidos. A crítica especializada era só elogios.

Passada a febre de estréia, a segunda temporada estreou nos EUA dia 21 de Setembro de 2010 de forma “morna”. Mesmo com episódios que faziam referências a divas como Britney Spears e Lady Gaga, o gancho criativo proposto na primeira temporada parecia se perder. As músicas antigas foram postas de lado e os famosos hits da Billboard pareciam tomar conta de toda a trilha sonora. O inovador havia se convertido a cultura pop e virado “modinha”. Finalmente, no desenrolar de histórias e polêmicas como beijo gay masculino e relacionamento lésbico, fizeram a série engatar e retomar a antiga proposta. O criador da série, Ryan Murphy, percebeu a queda da audiência e insatisfação dos fãs perante o gancho criativo dado a temporada. Assim, em entrevista coletiva, prometeu voltar as raízes e deixar um pouco de lado a popularização da série.
No dia 20 de Setembro de 2011, o fenômeno Glee voltou às telinhas americanas com sua terceira temporada. Ryan Murphy, na atual temporada, decidiu dividir os holofotes dos personagens centrais com os personagens secundários. Assim, histórias como a do dançarino Mike Chang ganharam destaque. Finalmente, para os amantes a Broadway voltou. A série finalmente retomou ao seu antigo ritmo, mostrando dramas e comédias interligados com músicas de diferentes estilos e sonoridades. Temas que não pensaríamos em ver na série já começam a ser explorados, como a primeira vez de alguns personagens, inclusive do casal gay da série.
Pioneira ao tratar o drama adolescente de forma mais madura e trazendo consigo interpretações de clássicos atuais e antigos, a série mostra que, se seguir a linha proposta desde o início, tem tudo para se tornar um sucesso por várias temporadas.

F.A.M.I.L.Y. (Father And Mother, I Love You) - Número 2

O significado na sigla americana traduz tudo que queremos falar aqui. O amor ao pai e mãe, respeito à família, desejo de constituir uma. Father and Mother I Love You vai trazer um pouco das discussões do dia-a-dia sobre família, mostrando a visão de duas famílias diante de cada situação.

Tema de hoje: Quando a doença chega sem avisar. Sofrimento de toda família X busca de forças pela fé.
Família 1- Certo dia após exames feitos pelas fortes dores nas costas é diagnosticado um tipo de câncer raro, porém tratável se em estágio inicial. O mundo desaba sob a cabeça de todos os membros da família. O Pai, o herói, o exemplo, o porto seguro da família, sempre forte e seguro, de repente se torna um cristal mais que delicado.
Família 2- Foi uma gravidez tranquila, quando no oitavo mês as contrações chegaram, era um menino sadio segundo as ultrassonografias e fomos todos para o hospital. Nasceu mais um membro da família, forte e grande. Precisava ficar na UTI neonatal só para estabilizar a respiração, já que ainda era prematuro e o pulmão é a última parte do corpo que desenvolve.
Família 1- O Pai fragilizado, mas ao mesmo tempo consciente de seu papel na família procura manter o controle, mas essa doença é maldita tanto para o corpo como para o espírito. A carga é extremamente pesada e a depressão causa descontrole e quase conseguem o derrotar. Se não fosse pela fé, pela busca em Deus a todo segundo, as orações, as missas, celebrações e toda demonstração de fé, que o envolveu desde a descoberta do câncer. Não sei o que seria.
Família 2- Foram apenas dois dias ao lado dele. Dois dias de muito amor. Nosso anjo se foi antes de conhecer seu berço. Mas a união nos tornou forte. Tiramos coragem do amor que nos uniu. Cada abraço recebido era como um consolo de Deus que sabe qual o melhor para nós. As orações permanecem e a fé não se perdeu. Ainda vamos nos encontrar e receber nosso lindo anjo novamente. Não fosse o “F”(maiúsculo) de Família e Fé, não teríamos Força para entender os desígnios de Deus.
Família 1- O medo da perda, a busca desmedida pela cura, o tratamento, a sensação de impotência, a tristeza em ver a pessoa sofrer, sem que se tenha a certeza, de que doença será controlada, tudo isso como um tsunami invadindo a alma. Sem contar com a o grande dilema: Controlar as emoções, principalmente perto do Pai, pois a final é ele quem precisa de forças.
Família 2- A perda, a busca pela explicação, o entendimento da doença congênita que assolava seu coração. O ar entrava e não saía do pulmão. Era o momento dele. Não é culpa da mãe, nem dos médicos, nem dele. Foi difícil o ar sair do pulmão no momento da notícia, mas precisávamos ser fortes. Ele precisava de nossa fé e de saber que continuamos com ele.
A vida nos coloca em situações de teste. Momentos que aprendemos que a força está dentro de nós, reservada para esses momentos. Independente de condição social, raça, crença, precisamos encontrar força. Essa força vem da fé em Deus, que é balsamo pra alma. E como ninguém nasce sozinho e a união faz a força também, a família se mostra o porto seguro, a base de sustento do coração. É hora de unir, de estar junto, de trazer segurança e confiança para quem sofre, estando ou não na terra. Porque família é família em qualquer lugar.

SWU: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.


Por Luana Silva

Quando se trata do assunto sustentabilidade o que mais vemos por aí são pessoas vendendo ideias que elas mesmas não colocam em prática. Tenho o hábito de reparar essa questão em empresas que a todo o momento incentivam seus clientes a fazerem algo por um mundo melhor, mas as próprias não dão o exemplo. É aquela famosa história: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Diante dessa minha mania de observar encasquetei com o SWU, festival de música ocorrido na cidade de Paulínia – SP, nos últimos dias 12, 13 e 14 de novembro. A ideia do evento de conscientizar o maior número de pessoas em torno das causas sustentáveis, mostrando que através dos pequenos gestos e atitudes individuais é possível estabelecer um mundo melhor para se viver é bem legal, porém, eu não concordo muito com o slogan do festival.
Pra quem não sabe SWU são iniciais de “Starts With You” que traduzido significa “Começa com você”. Entramos, então, na parte que não concordo: antes de começar por cada um de nós, porque não começar por quem está propondo a ideia? De que forma? Se são por pequenas e simples atitudes que se começa a fazer um mundo melhor, o evento poderia ser realizado durante o dia e, quem sabe, ter todos os shows acústico. O que isso mudaria? Pense na quantidade de energia elétrica que é gasta para alimentar todas as luzes do palco e todos os instrumentos das 73 atrações contratadas para o festival essa segunda edição. Isso seria apenas um exemplo do que pode ser feito para o SWU se diferenciar de outros festivais não só pelo ideal que defende, mas, principalmente, por colocá-lo em prática

O portal Eco Desenvolvimento.org publicou meses antes da primeira edição do evento as medidas sustentáveis que o movimento SWU tomaria, entre elas:
- utilizar matérias recicláveis na cenografia;
- dicas e esclarecimentos sobre a sustentabilidade por especialistas
- incentivo a carona e utilização do transporte público
- coletores seletivos

Realmente são ações muito importantes e muito valiosas, e o SWU já ganha bastante por isso. Mas, sinceramente, acho e acredito que os maiores incentivos e conscientização estão na prática. E para o público é de extrema importância notar esse ato prático.

Como bem sabemos, esse foi o segundo ano do festival, o primeiro ocorreu em Itu – SP em outubro de 2011, e ainda está em tempo dos organizadores ajeitarem o que não está 100%. Alguns sites apontaram a chuva como maior vilão dessa segunda edição, pois atrapalhou e causou muita lama, uma vez que o evento ocorre em locais abertos. Li que Eduardo Fischer, criador do evento, já está pensando em soluções para resolver o problema das chuvas. Fica a dica dessa coluna para que ele pense também em executar atitudes sustentáveis, além de só defendê-las. Certamente isso tornaria o evento ainda mais grandioso. Não estou criticando, muito menos dizendo que o fato de os shows serem somente de dia e/ou acústico tornaria o festival mais ou menos sustentável. Estou apenas expondo uma observação e dizendo que o SWU pode vir a ser mais do mesmo no quesito sustentabilidade.

A outra face de Selton Mello: o diretor

Por Bianco Silva 

Parece que tudo que Selton Mello toca vira ouro. Essa antiga máxima não poderia ser mais verdadeira, ao analisarmos o conjunto de obras desse magnífico artista como ator. A presença de Selton Mello em uma produção é selo de garantia de qualidade equivalente à HBO, se me permitem a analogia.

Mas eis que ele nos surpreende em 2008 com Feliz Natal, seu primeiro filme como diretor. Na estreia como diretor Selton retrata deterioradas relações familiares durante essa depressiva época do ano. Em Feliz Natal tudo é muito real, não há aquele embelezamento, aquela plasticidade clichê que é vista nas novelas da Rede Globo de Televisão. Podemos contemplar verdadeiras relações e conflitos familiares, crus, difíceis, pesados.


Não se engane, Feliz Natal de feliz não possui nada. É um filme bastante melancólico, depressivo e diria até mesmo pessimista. Mas talvez resida justamente aí sua beleza, pois, particularmente, eu defino a vida real como um drama e não uma comédia, por isso esse gênero é um dos meus preferidos no cinema.

Entendam por drama filmes verossímeis e não verdadeiros dramalhões mexicanos. Verossímeis no sentido de que analisam o comportamento e as relações cotidianas (ou não) do ser humano. Fórmulas de comédias românticas, por exemplo, nem sempre acontecem na vida real. Dramas sim.

Feliz Natal acompanha a trajetória do protagonista Caio, que resolve visitar a família na festa de Natal. Caio possui um (quase inexistente) difícil relacionamento com o pai (Lúcio Mauro), atritos com o irmão Theo (Paulo Guarnieri) e uma conturbada relação com a mãe (Darlene Glória divina). Merece destaque também Graziela Moretto como Fabi, esposa de Theo.

Acompanhamos os desdobramentos dessa jornada de Caio nesse, que como dizem os críticos, é definitivamente o filme pessimista de Selton Mello. O longa é excelente e obrigatório, faz pensar e refletir.

Em outubro de 2011 Selton lançou seu segundo longa-metragem como diretor: O Palhaço. Aclamado pela crítica especializada, foi rotulado como o filme otimista do diretor e realmente o é. Nesse, ao contrário do primeiro, Selton atua e como o protagonista Benjamim. Sempre impliquei com filmes em que o diretor atua como protagonista mas em O Palhaço não senti que a atuação de Selton fosse mero maneirismo egocêntrico.

O Selton ator transpassa emoção apenas com uma expressão facial. Não há como se emocionar (muito) ou rir nessa película. A direção de arte está excelente na construção dos cenários e personagens peculiares que fazer parte do Circo Esperança. Tudo muito real, bem cuidado e pensado nos mínimos detalhes.



Ao mesmo tempo que o filme parece se passar em uma determinada época (anos 70, 80 ou ainda 90) diretor tenta não datar o filme, pois pude perceber que alguns eletrodomésticos, por exemplo, muito modernos e descontextualizados. Acredito que isso fora, é claro, intencional por parte da produção e direção do filme.

Em O Palhaço acompanhamos a trajetória de Benjamim, o palhaço Pangaré do Circo Esperança ao lado do pai Valdemar (Paulo José), o palhaço Puro Sangue. Benjamim é um palhaço triste, sem ter ninguém para fazê-lo rir. Ele começa a se questionar e querer descobrir o mundo fora do circo. Ele sai em busca de um ventilador, isso mesmo, de um ventilador.

É interessante acompanhar essa jornada de descobrimento pela qual o personagem passa, de artista “livre” a burocrata do sistema, Benjamim descobre o que é melhor para sua vida.

Emocionante e engraçado na medida certa, O Palhaço se mostra uma “dramédia” eficiente, com selo de qualidade Selton Mello, a HBO brasileira.

Um Locutor multifacetado, talento imprescindível na nossa região

Locutor que começou sua carreira profissional fazendo apresentação em uma festa regional, fala um pouco das suas experiências.
Por Leandro Batista

Para abrir a coluna “Personalidades” convidamos Acrisio Gonçalves, um dos melhores locutores da região Sul Fluminense e do Brasil, que possui características multifacetadas quando o assunto é locução, seja pra TV, para o rádio ou até mesmo quando é chamado para apresentação de um grande evento.
Hoje, produtor e diretor da empresa Digital Voice Studio, lembrou o inicio de sua carreira, quando era adolescente: “Comecei com mais ou menos 16 anos, fazendo locução ao vivo em uma festa no colégio agrícola de Pinheiral, uma cidade vizinha de Volta Redonda e, lembro perfeitamente que tinha vergonha de aparecer em público, realizando a locução atrás das caixas de som, pois, naquele momento estava meio inseguro e não gostava de mostrar a cara”, revelou Acrisio.


Da sua primeira experiência com o microfone até os dias atuais muita coisa aconteceu em sua vida profissional. Foi no rádio que ele ficou conhecido, por sua voz forte e marcante, e por aproximadamente oito anos comandou a apresentação de alguns programas na Rádio Sociedade FM, rádio do Sistema Sul Fluminense de Comunicação, uma rádio com perfil jovem, que marcou uma geração.

Dentro dos programas apresentados, Acrisio fez questão de ressaltar o “Chá com Bolachas”, programa que era apresentado todas às tardes, de segunda à sexta-feira, alegrando os ouvintes com piadas, histórias inusitadas e personagens, que marcaram uma época dos anos 90. Quem acompanhou o programa Chá com Bolachas deve lembrar muito bem da “Crislete”, uma mulher engraçada e totalmente louca, interpretada por Acrisio. O programa fez tanto sucesso, que chegou a ser apresentado em diversos eventos da cidade e em vários clubes da região.

O locutor, especialista em imitar vozes caricatas, diferencia no mercado entre tantos locutores, tornando o comercial produzido muito mais interessante. Pra se ter uma idéia, dentro de todas as imitações, Acrisio considera como as principais, a voz de mineirinho, voz famosa na época das festas caipiras, voz de criança, e a mais famosa e muito utilizada nesta época do ano, a voz do Papai Noel, comercializada por várias empresas, entre elas, supermercados, boutiques, e outras que queiram diferenciar o seu comercial.

Ao ser perguntado sobre uma curiosidade da carreira profissional, Acrisio pensou rápido e com um sorriso estampado no rosto, nos disse: “Teve uma vez, quando fui produzir um comercial para um cliente da região, ele havia dito que minha voz estava muito batida, e que gostaria de ouvir a mesma propaganda com outros locutores. Foi aí que decidi fazer mais duas vozes diferentes se passando por outros locutores para que o cliente aprovasse o comercial, e como resultado, o cliente acabou aprovando uma das vozes, porém, sem saber de fato quem era o verdadeiro dono da voz”, revelou Acrisio.

No maior parque de exposições na cidade de Volta Redonda, a Ilha São João, Acrisio apresentou vários shows, entre eles, o do Rei Roberto Carlos e o da Xuxa, rainha dos baixinhos, como é conhecida até hoje. Na época da corrida eleitoral, seu trabalho é muito utilizado, e sua voz, uma das principais virtudes, procurada pelos candidatos que disputam uma vaga pra vereador, deputado ou prefeito.

Todo o talento, Acrisio herdou do Pai, o locutor Dirceu Gonçalves, que teve a oportunidade de trabalhar em diversas rádios do país, como a Rádio Siderúrgica Nacional, referência até hoje para os mais novos. Além de todo o talento e dedicação com a profissão, é padrinho de diversos locutores que estão no mercado e fica orgulhoso com os profissionais que passaram por sua orientação, tendo como exemplo, seu irmão Douglas Gonçalves, locutor e professor universitário na área de comunicação. Personalidades que fazem a diferença no mercado, e que serve como espelho para os profissionais do futuro.

F.A.M.I.L.Y. - Número 1


F.A.M.I.L.Y. (Father and Mother, I Love You)

Por Gabriela Marques e Geórgea Nery
O significado na sigla americana traduz tudo que queremos falar aqui. O amor ao pai e mãe, respeito à família, desejo de constituir uma. Father And Mother I Love You vai trazer um pouco das discussões do dia-a-dia sobre família, mostrando a visão de uma mãe e de uma filha e provando que pode haver senso comum, ou não.

Tema de hoje: Saídas para festas. Preocupações de mãe x Vontades de filha

Ela tem 15 anos e a festa começa às 23h em um clube da cidade. Tá calor.

No quarto a filha pensa: Todo mundo vai. Preciso comprar uma roupa nova. Meu pai não vai querer me dar dinheiro. Desisto. Da última vez que eu pedi ainda fiquei sem sair porque reclamei de “barriga cheia”. Ele acha que tenho roupa de mais, vê se pode!

Eu podia dormir na casa da minha amiga, o pai dela busca e a gente pode chegar mais tarde e curtir mais as festas. A gente se arruma aqui e dorme na casa dela. Todos os gatinhos vão estar lá. O que não faz diferença, já que o que eu quero não olha pra mim. Minhas amigas dizem que sou boba, mas eu não acho legal sair “pegando” todo mundo.

Mesmo assim eu tinha que ir. Minha mãe não vai deixar. Ela acha que a festa é muito tarde, que todo mundo bebe, que eu vou me desvirtuar. A festa nem é tarde, fico até 5h na internet às vezes e nem todo mundo bebe também. Só um pouquinho, mas o que tem beber? Já aprendi que não se pode beber nada do copo dos outros. Escuto tanto isso em casa que na hora até apita a voz da minha mãe falando.

Ai, por que ela implica tanto com isso? Nunca volto para casa com quem bebe mesmo! Ela só me deixa sair quando posso voltar com o pai de alguém. Não vejo a hora de ter minha independência. Apesar de que adoro estar em casa também, vejo amigas que não tem a família que eu tenho e dou graças a Deus apesar de tudo. Mas quero chegar aos 18 anos logo.

Enquanto isso... a mãe pensa: - Meu Deus, tudo bem que minha filha tem boa orientação é comportada (pelo menos perto de mim e pelo que sei) mas será que não vai ceder a um desse falsos amigos, que ficam forçando a barra pra tomar uns “drinkzinhos” e oferecer algum tipo de droga? Ou sair do clube com seu paquera pra namorar? Ai, são tantas as preocupações ... A questão da hora é difícil chegar a um acordo, ela quer que eu busque quando a festa termina, e essas festas de hoje sempre acabam cedo … 5 ou 6 da manhã, Quem aguenta? Outro problemão é quando o pai é ciumento e aí a coisa complica mais ainda. Nós Mães querendo administrar a situação para que tudo termine na Santa paz de Deus!!! UFA !!!! É um sufoco só.

E quando vem aquele bando de meninas pra se arrumar em casa? Nossa!!! É uma confusão de roupas, sapatos, batons, blushs, brincos, cordões e o quarto fica parecendo um campo de batalha feminino. E acaba uma festa, no outro dia tem outra, e começa outra correria, até que tudo acabe com a Mamãe sem dormir; até que sua Menininha, agora já mocinha, chegar em casa sã e salva.

Passa ano, chega ano, as preocupações são as mesmas e continuamos com aquela frase "Quando você for mãe, vai entender". E a família é assim, cheia de desafios, conflitos, mas com muito amor também. Se ela não tivesse família essa realidade poderia ser muito diferente e a moral de hoje foi: não adianta preocupar, mãe. Só a personalidade dela vai dizer o que fazer e você querendo ou não, vai fazer o que ela quiser quando você tiver longe. Sua parte você fez e pelos pensamentos dela, fez muito bem.

E não adianta criar muitas expectativas, filha. Sua mãe te ama e quer te proteger, e por isso se preocupa tanto e te priva de algumas coisas para que você não sofra. Adianta? Não sabemos, mas entendemos melhor quando vemos que tudo isso é feito porque de acordo com cada fase da vida, com a família é assim. Cada um com seu papel. Mudamos somente de endereço.

Conecte-se Ágape: Número 1


Por Rosi Silva

A coluna conecte-se ágape irá contar com novidades interessantes pra todos aqueles que tem sede de conhecimento. Ágape significa “o amor incomparável de Deus por nós” então é só se conectar e descobrir o mundo Gospel. Aqui falaremos de músicas, eventos e curiosidades não só da região mas de todo o Brasil, já que esse universo vem crescendo a cada dia. Na cidade de Volta Redonda podemos contar com grandes números de shows de cantores gospel, tanto pelo projeto “Cultura para Todos”, promovido pela Prefeitura de Volta Redonda, como eventos organizados pelas igrejas da região em geral. O Rio de Janeiro é um dos estados com maior número de evangélicos que apreciam cultura, arte, música com muita alegria e entusiasmo. Por isso acontecem aqui no estado inúmeros shows.

Para surpresa de muitos foi lançado em 2006 o CLAMA BAHIA que é um dos principais eventos evangélicos e, segundo informações do site “Expressão Íntima”, a cada edição tem atraído diversas tribos e confirmam assim seu principal objetivo que é levar mensagens de paz às pessoas através da música, já que o povo baiano gosta muito de música. Na sua 5ª edição o Clama Bahia lançou uma Tenda eletrônica Dance In The Light que fez muito sucesso sob o comando de DJs, um trio elétrico temático e o Cine Clama, que exibia filmes durante os shows podendo assim variar. Em sua 6ª edição o Clama Bahia contou com a presença dos cantores Lázaro, Damares, Nívea Soares, Fernanda Brum entre outros. Pra quem acha que música gospel é sempre chata ou melodiosa pode perguntar ao povo da Bahia que entende bem de música. Muito axé gospel por lá!


Existe também para aqueles que gostam de estilos diferentes como a banda “Ao Cubo” que faz o gênero Rap Gospel e o sucesso entre os jovens se torna inevitável. Parece meio estranho o soar de músicas gospel em ritmo de Hip Hop, mas é isso que atrai o público-alvo que acaba se identificando com as histórias reais que a banda conta em suas músicas. Falam de mortes precoces até milagres instituídos por Deus. O grupo se formou em 2003 e em 2004 ganhou espaço no Rap Cristão. De acordo com a banda a música “1980” é testemunho vivo de um dos integrantes e se tornou um dos maiores sucessos tocados nas rádios de Rap do país ganhando o prêmio Top HIP HOP.

O nome Ao Cubo tem como significado a trindade onipotente de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). Feijão, Cléber, Dona Kelly e Fjay são os integrantes da banda Ao Cubo. Um vídeo clipe bastante polêmico foi lançado pelo grupo apresentando a música “Mil Desculpas”, que fala de um rapaz inocente que foi morto por puro divertimento. E para que a família pudesse seguir em frente, precisou aprender a perdoar. E como perdoar alguém que tirou tudo de bom que você tinha? E como se livrar de uma vida cheia de dor e lembranças? Por isso o vídeo se tornou muito polêmico e por mais que essa notícia seja ruim, várias famílias enfrentam perdas violentas.

Para aqueles que gostam sempre de novos conhecimentos aqui haverá sempre novidades e curiosidades sobre o universo gospel, parece tão distante, mas sempre presente em nós. Porque Deus tudo vê.

O fenômeno Paula Fernandes


Seis meses foram suficientes para fazer de uma cantora sertaneja a maior vendedora de discos do Brasil

Por Luana Silva

Recentemente o portal de notícias G1 publicou uma matéria em que o assunto era o sucesso de vendas do trabalho “Paula Fernandes Ao Vivo” que, apesar de lançado pela Universal Music recentemente, mais precisamente em janeiro de 2011, já bateu a marca de 1.250.000 cópias vendidas em território brasileiro.



O número em questão não somente chama atenção, como também causa certo susto, quando levamos em consideração o fato de o mercado fonográfico estar passando por transformações devido às novas tecnologias. Todos têm consciência de que já não se vende tanto CD como há uns anos atrás, por conta dos inúmeros sites ilegais que oferecem download de músicas em formato MP3 gratuitamente. No entanto, duas passagens me despertaram o interesse e me fizeram pensar.

A primeira delas é a comparação utilizada pelo portal para demonstrar o quanto Paula está à frente de artistas que há tempos ocupavam as primeiras colocações do ranking de vendagens da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos). A matéria mostrou que 1,25 milhão de cópias de “Paula Fernandes Ao Vivo” só seriam superadas através da soma de vendas dos artistas Luan Santana - Ao vivo no Rio (344.000), Padre Reginaldo Manzotti – Milhões de vozes (294.000), Exaltasamba – 25 anos ao vivo (250.000), Ivete Sangalo – Ao vivo no Madison Square Garden (245.000), Caetano e Maria Gadu – Ao vivo (140.000). Segundo o infográfico utilizado para uma melhor representação dos números, Paula Fernandes, sozinha, vendeu cinco vezes mais que o grupo de pagode Exaltasamba, algo realmente enobrecedor, haja visto que o grupo em questão está na estrada há 25 anos e Paula que, canta desde os oitos anos, tornou-se conhecida do grande público em dezembro de 2010 quando participou do especial “Roberto Carlos”, exibido todo final de ano pela Rede Globo de televisão.

A segunda passagem do texto que me interessou foi uma declaração de Nelson Motta, em que o jornalista afirma que o segredo do sucesso da mineira Paula Fernandes é um misto de ingenuidade e malícias. Compartilho da mesma opinião do jornalista e acrescento ao sucesso avassalador de Paula a escolha pelo gênero musical, uma vez que o sertanejo está em alta no mercado, após ter ganho nova roupagem com interpretes do que, até então, tem sido chamado de sertanejo universitário. Fora isso, a apresentação em Copacabana ao lado de Roberto Carlos para cerca de 700 mil pessoas e uma ajudinha da mídia contribuíram bastante. Inúmeros veículos de comunicação como revistas, jornais e programas de TV povoaram o imaginário das pessoas e despertaram sua curiosidade com especulações sobre a tal “namoradinha do Rei”, onde se apostava em um romance entre a cantora e compositora de 27 anos e o maior cantor da MPB, com 70 anos.

Com o empurrãozinho da mídia ou não, com ou sem romance e tendo sorte ou não ter optado pelo sertanejo, é fato que Paula Fernandes possui uma belíssima voz, digna de causar inveja e preocupação em muitas cantoras brasileiras. É bonita e, apesar do rosto de menina e de ser natural da cidade de Sete Lagoas, interior de Minas Gerais, possui uma sensualidade que nem de longe se confunde com vulgaridade. Ela canta sertanejo, mas usa roupas curtas e decotadas que valorizam seu corpo, ao invés dos tradicionais chapéu de couro, cinto, botas e calças.

Sobre o futuro de Paula, um especialista no assunto aproveita a matéria do G1 e aconselha à jovem intérprete a arriscar um repertório melhor e em outros gêneros. Num outro momento chega a comentar que a cantora é mais do mesmo e canta o que muitas já cantaram. Adverte ainda a falta de ideologia por trás do trabalho da maior vendedora de discos do país. Finalizando, reforço mais uma vez o talento que Paula Fernandes tem, não só pela voz, mas por suas melodias e letras que compõe. Porém, deixo registrado que só esses fatores não me levaram, ainda, a um show seu, pois posso muito bem ouvir sua voz e admirar suas canções no conforto de minha casa, por meio de seu CD ou DVD.
 
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